Quinta de Mosteirô

As nossas uvas

As nossas uvas

Castas Brancas

Castas Brancas

Arinto, Cercial, Códega do Larinho, Esgana Cão, Fernão Pires, Gouveio Real Gouveio, Verdelho, Malvasia Fina, Moscatel Galego, Rabigato, Viosinho

Castas Tintas

Castas Tintas

Alicante Bouschet, Alvarelhão, Bastardo, Rufete, Sousão, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta da Barca, Tinta Francisca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Fêmea/Brasileira, Touriga Franca, Touriga Nacional.

Promover a biodiversidade da videira e a utilização de castas autóctones

Em 2012, a Quinta de Mosteirô criou os vinhos Pé Posto que materializam a nossa mensagem e são uma homenagem a Cister, ao Mosteiro de São João de Tarouca e à Quinta de Mosteirô, pelo seu papel histórico na imposição do Douro como região vinícola de qualidade superior e foram criados com o intuito de recriar um vinho histórico e de promover a utilização de castas autóctones (ler mais sobre a Quinta de Mosteirô e o legado Cisterciense).

A Quinta de Mosteirô tem também um papel activo na proteção e recuperação da diversidade de castas autóctones da Região Demarcada do Douro. Em Portugal, ao contrário do que acontece em países que fomentaram a manutenção de um número muito reduzido de castas (tipicamente castas mediáticas e muito produtivas), vários fatores contribuíram para a manutenção de centenas de castas de vinha autóctones, com um vasto leque de variabilidade genética. De facto, Portugal é o país Europeu com maior diversidade de castas (quase todas exclusivas), o que nos dota de um património genético com o potencial de tornar o país num grande centro protetor da diversidade da videira. Porém, desde meados dos anos 80, estamos em risco de perder essa diversidade e, como tal, a possibilidade de fazer vinhos únicos e emblemáticos. Este problema deve-se, em parte, à (cada vez mais) reduzida escolha de castas disponíveis nos viveiros, o que está a provocar a homogeneização das castas plantadas, bem como a falta de conhecimento profundo acerca das várias espécies disponíveis por parte do viticultor.

Neste contexto, tendo em conta o interesse da Quinta de Mosteirô (como viveirista e produtor-engarrafador de vinhos do Douro) em promover a biodiversidade da videira e a utilização exclusiva de castas autóctones nos seus vinhos, utilizamos as nossas vinhas como plataforma de estudo e proliferação de castas autóctones em extinção e com elevado potencial para a produção de vinhos de alta qualidade. Em 1991, sob a direcção de Manuel Coutinho, as vinhas foram reconvertidas segundo as directrizes regionais e comunitárias para a produção de vinhos do Douro e Porto. As vinhas foram completamente replantadas em talhões (porções de terreno) separados e identificados que permitem fazer vinhos monovarietais e com misturas de castas criteriosamente combinadas. Foram selecionadas mais de duas dezenas de castas recomendadas pelos organismos oficiais para a produção de Vinhos do Porto e DOC Douro, incluindo castas antigas (algumas já referidas no séc. XVI) e muito pouco utilizadas (ou em extinçāo) perfeitamente adequadas ao terroir e à feitura de vinhos de alta qualidade.